A história é testemunha de que o dia 09 de julho é muito mais do que um feriado em São Paulo. Há 83 anos, milhares de paulistas saíam às ruas contra a ditadura de Getúlio Vargas.

Num destes protestos, quatro jovens (Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo, cujos nomes inspiraram a sigla MMDC) foram assassinados por partidários governistas: a gota d’água para o início do último grande conflito armado no país: a Revolução Constitucionalista de 1932.

Em 87 dias de combates, 10 mil homens da Força Pública Paulista e 40 mil combatentes voluntários (num total de 200 mil alistados) lutaram contra todo o poderio das Forças Armadas Nacionais – aproximadamente 100 mil homens.

Ouro para o Bem de São Paulo

Apesar dos poucos meses de conflito, São Paulo viveu um verdadeiro esforço de guerra. Mulheres entregaram joias para a campanha “Ouro para o Bem de São Paulo”; famílias doaram baixelas e atletas entregaram as medalhas, que na época eram mesmo feitas de ouro, prata e bronze. Tudo para ajudar a causa.

Os paulistas foram derrotados no âmbito militar, mas graças a ação desses heróis, a vitória política veio dois anos depois, com a conquista de uma nova constituição que em seu texto tinha duas mudanças importantíssimas: o direito de voto das mulheres e o voto secreto.

Como uma imagem vale mais que mil palavras, selecionamos algumas fotos da Revolução Constitucionalista de 1932 de nosso acervo para homenagear os heróis paulistas de “Outros Tempos”.

Abraços

Cristina Sara + Sergio Furtado